Escolhas. A cada dia que se passa a tese de que a visa é feita de inúmeras escolhas, causas e consequências ganha força. Com certeza nada mais é mais óbvio do que os pseudofilósofos de redes sociais e comunicadores instantâneos divulgam: você é o resultado de suas escolhas. É um caminho que se percorre, com certeza. Se o caminho é reto ou curvo, isso vai depender da geografia em que o indivíduo está inserido. Se pudermos comparar a vida com um caminho, nada mais justo do que comparar as escolhas ás suas bifurcações.
Sendo a vida um caminho cheio de entroncamentos e bifurcações, a possibilidade de retroceder sempre é válida. Ou não. Há uma esteira nessa estrada que segue apenas uma direção: pra frente, sempre em frente, e nunca para. A esteira vai levando, levando, até que subitamente escolhas devem ser feitas. Comparar a vida com uma estrada e uma esteira não me agrada nenhum pouco. Que tal um rio, que segue sempre um fluxo? É, um rio. Violento rio. Não há galhos para se agarrar, nada pra se proteger, apenas segue-se, com um barril nas cataratas da Foz de Iguaçu.
Estrada, rio... Um traço reto, com um começo, meio e fim. Não há ciclo. Nada volta: nem a pedra lançada, nem a palavra falada. Uma vez lançado as intempéries do caminho escolhido, não tem solução: há de se aguentar as consequências. A vida é uma linha. Não há ciclo, não há roda, não há giro. Apenas uma linha, assim como o tempo, a sua linha paralela. Aplica-se a quarta dimensão, onde você está em algum lugar e em algum momento.
Momentos de déjà vu sempre vão ocorrer. Lapsos de memória? Elementos de universos paralelos? Sintomas de viagens no tempo? Apenas um truque do cérebro. O curso da vida é como um rio, num único sentido, o sentido temporal, sem retrocesso. Apenas vai, vai e vai...
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