ANDRÉ™'s version...
Qual seria a graça de andar em uma montanha russa se todo o seu trajeto fosse em uma linha, reta, sem curvas, subidas e descidas? Para muitos, seria algo totalmente sem diversão, pois a emoção está justamente em seus altos e baixos e intercalações de velocidades que partem do respouso absoluto para 50km/h em questão de segundos. Outra parcela de pessoas iriam se encorajar, pois toda a carga emotiva e de susto, em um movimento retilínio, não apresentaria doses de adrenalina e, tão pouco, agitação. Mas afinal, quem está correto nisso tudo? O sentimento da pura emoção, por muitas vezes desejada intensamente que provoca medo e pavor; ou a calmaria plena, igualmente desejada provocando o tédio e o marasmo.
O que o impede de aproveitar a diversão, de sair do ponto de partida e de seguir adiante? Quais os riscos que a montanha russa tem para oferecer? Afinal, é o medo do sentir? É o medo de se entregar? De rir? De chorar? De sofrer? De ter prazer? Afinal, qual é o seu medo?
É a eterna briga entre luz e sombra, que duelam até o fim para obter um espaço. É o conflito que existe desde sempre que permeia o doce e amargo. É linha tênue entre a sabedoria absoluta, o controle emocional e a histeria descontrolada e frenética. Mas afinal, por que forças tão grandes não conseguem assumir um mesmo espaço no mesmo período de tempo?
É questão de percepção. Onde há a magia, há a decepção; onde há o altruísmo, está o desamparo; onde se tem a iluminação, estará também o covil. A observação dependerá do momento. Parecer... Perceber... Sonhar.... SER!
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