domingo, 10 de abril de 2011

ANDRəSEASON 5 [5x08 - The Parallel Dimension]

ANDRəSEASON 5 [5x08 - The Parallel Dimension]

Esses dias me peguei pensando sobre o meu passado, sobre decisões que tomei no passado e que me levaram a minha atual situação. Sentado no sofá de minha casa, observando a chuva cair, minha esposa já está dormindo e minha filha de 5 anos adormeceu no meu colo. Não que eu não seja feliz, mas também não sou infeliz. Nunca fui um bom aluno na escola: sempre beirava a reprovação com minhas notas medianas em matemática e ciências. Minha sorte durou por pouco até encontrar a reprovação no útimo ano do antigo primeiro grau e, novamente, no segundo ano do segundo grau. Acredito que o divórcio de meus pais tenha contribuído para isso, pois foi justamente nessa idade, com 16 anos, que comecei a sair com o pessoal da escola, fazer farra e beber sem parar, como um rito. Aliás, de rito só tinha isso, pq nunca fui uma pessoa religiosa e achava essa relação com o divino muito idiota. Após o divórcio de meus pais, me descontrolei totalmente: como já falei, comecei a sair mais com meus amigos, festejar, beber, fumar... tudo isso era um forma de chamar a atenção do meu pai ausente e alcoolatra, o qual  haviadecidido morar com ele. Fiz umas tatuagens no braço nas costas e, junto com dois piercings, mostrei a minha rebeldia. Acordava em lugares e camas que nao fazia ideia de como havia parado ali. Meu péssimo desempenho escolar garantiu uma pífia conclusão do ensino médio e via que a faculdade era coisa para almofadinhas, nerds, playboys e patricinhas. Mantive meu emprego na fábrica de calçados, empresa que estou até hoje, desde os meus 14 anos. Saudades dos meus 16, 17 anos: mesmo em depressão e passando boa parte do tempo bêbado, eu era pegador. Toda a semana uma guria diferente - também pudera, como o meu cérebro nao ajudava, malhei muito para ter esse corpo atlético e esse olhar angelical e diabólico ao mesmo tempo. A farra acabou qdo aos 18 anos engravidei umas das gurias com que fiquei. Tive que casar sob ameaça dos irmãos dela e assim nasceu o meu primeiro filho: Vinicius. Após do nascimento de nosso primeiro filho, construímos nossa humilde casa um um bairro afastado da cidade, comprei um carro usado, ano 95, até que minha esposa engravidou novamente, nascendo assim a Alice, que adormece eu meus braços agora.

Contas acumuladas, mas com familia estruturada. Gosto de minha esposa e de meus filhos, mas sinto que algo está errado. Parece que não pertenço a esse mundo. E se eu tivesse sido o melhor aluno da classe? Se meus pais ainda estivessem casados? E seu eu tivesse me formado na faculdade? O que seria de mim? Acho que seria triste, pois não me vejo, hoje em dia, seu filhos e esposa, mas pq o sentimento de "algo está errado" permanece?

Continua chovendo e eis que um clarão imenso toma conta da casa - provavelmente um raio tenha caído perto. O clarão foi imenso... a luz do relampâpago foi tão grade, que me levantei do sofá e logo após caí desmaiado devido a forte claridade.

Acordei na manhã seguinte, com um barulho irritante: era meu celular, despertando as 6h40min da manhã. Levantei da cama, liguei a luz, vi o canudo da graduação da Unisinos na minha escrivaninha e ouvia os berros de minha mãe com a minha irmã.

Talvez, em alguma dimensão tudo isso tenha ocorrido, mas agradeço todos os dias por estar vivendo na dimensão o qual me aventuro agora.

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